Até o século XII, não existia lugar para a infância, que não era percebida como nós concebemos hoje, nem como um período de vida diferente. As pinturas que mostravam crianças eram relacionadas a temas bíblicos, e estas eram representadas como adultos em escala reduzida, sem diferenças na expressão e nos traços.
A infância era uma fase sem importância, não digna de recordação. Naquela época, pensava-se em se ter vários filhos, para que alguns sobrevivessem. Como a morte rondava a infância, as pessoas procuravam não se apegar muito às crianças, havendo certa indiferença.
Entre os séculos XIII e XVII, o sentimento relacionado à infância mudou um pouco por influência do pensamento religioso, que admitiu que a criança também possuía uma alma imortal, levando a uma maior preocupação com seus cuidados.
Até meados do século XIX, a infância era vista como um período de transição para a fase adulta. O cuidar das crianças era uma tarefa apenas necessária, sem qualquer especificidade. Essa visão de infância conduzia a maneira de como as crianças eram criadas e o modo de se relacionarem com seus pais. Nesse século surgiu a especialidade médica de cuidado de criança e o uso da palavra pediatria em 1872.
O sentimento de infância fortaleceu-se no século XX, assim como a preocupação com sua educação e bem-estar, a criança passou a ser o centro das atenções dentro da família, ocupando um lugar especial na sociedade contemporânea. Passou a ser considerada como um período importante para a formação do indivíduo e as experiências vividas nessa fase como base para a personalidade adulta.
A partir dessa mudança de visão em relação à infância é que o governo e a sociedade passaram a se ocupar mais de programas sociais, de educação e de saúde para as crianças. O dia das crianças é comemorado no Brasil no dia 12 de outubro. Essa comemoração tem um significado especial de valorização da criança, de reconhecimento de seus direitos e de suas necessidades.
No Brasil, o dia das crianças foi oficializado em 1924, pelo Presidente Arthur Bernardes. No entanto, somente a partir de 1960, é que passou a ser comemorado como uma estratégia de marketing de duas empresas que comercializavam produtos infantis.
Apesar da comemoração desse dia estar atualmente muito ligada ao comercio, é uma data importante para a sociedade refletir sobre a situação das crianças brasileiras, assegurando seus direitos à família, escola, moradia, alimentação e lazer. Nas famílias, é um dia que pode ser aproveitado para a convivência com os pais, o lazer, a realização de atividades lúdicas em conjunto, mais importante do que só os presentes.
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