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Qua, 25/04/2007 - 10:36


Anorexia é um distúrbio caracterizado por uma dieta alimentar insuficiente que leva a baixo peso corporal (aproximadamente 85% menos que o nível normal), alteração da imagem corporal (a pessoa acha que tem um peso maior), medo de engordar, recusa a se alimentar e alterações físicas como amenorréia, anemia e osteoporose.

Em alguns casos, a pessoa se utiliza de outros recursos, além da dieta, para perder peso, entre os quais se destacam a auto-indução de vômito, o uso indevido de laxantes ou diuréticos e a prática excessiva de exercícios.

A anorexia é mais freqüente em mulheres jovens, porém, pode estar presente no sexo masculino, em outras idades, inclusive em crianças e até mesmo em bebês.

Na literatura médica e psicanalítica encontramos explicações diversas no que se refere à etiologia deste distúrbio, mas, na maioria das vezes, há uma explicação multifatorial, envolvendo aspectos sociais, fisiológicos e psicológicos.

Freqüentemente, escutamos na mídia que a causa da anorexia está no estereótipo social de magreza. No entanto, acreditamos que o fator socio-cultural é importante, mas não justifica a origem do distúrbio (se fosse unicamente por estes aspectos todos sofreríamos de anorexia). O distúrbio envolve fatores mais complexos e entre eles destacamos questões da dinâmica familiar que o anoréxico parece "denunciar" com seus sintomas.

O alimento está presente desde o início das relações da criança com o outro, permeando as relações afetivas. Assim, por exemplo, encontramos mães que respondem ao pedido de amor da criança dando alimento o tempo todo. A criança, então, poderá apresentar anorexia como uma forma de dizer que não é o alimento que ela quer.

É importante ressaltar que se trata de um mecanismo inconsciente, tanto no que diz respeito ao comportamento da mãe, como da criança ou jovem.

O tratamento envolve uma escuta analítica do paciente, assim como de sua família. Como a anorexia nervosa pode levar à morte (o baixo peso corporal leva a alterações orgânicas e metabólicas e desequilíbrio eletrolítico), nos casos mais graves, um acompanhamento médico e internação são necessários.

A negação do distúrbio é freqüente e, por este motivo, é importante que os familiares se responsabilizem pelo tratamento, não esperando passivamente que a pessoa peça ajuda, uma vez que há vários riscos envolvidos.


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