PalavraEscuta

  • principal
  • clínica
  • quem somos
  • perguntas
  • estudo
  • fale conosco
Principal

clínica (11) 3453-7379

localização

últimos textos

“Algumas conseqüências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos” (1925) - resenha

"Tem remédio?"

"Saúde Mental- Uma reflexão"

"Considerações sobre o diagnóstico de psicose"

"Recalque" (1915) - resenha

“A formação de um analista”

"Sobre o uso de atividades e a clínica da Terapia Ocupacional"

"Banho"

Sáb, 07/02/2009 - 15:21


Meu filho não quer tomar banho. Já tentei de tudo, conversar, dar bronca, ignorar e obrigar. Mas não resolve.

O aprendizado do banho é um processo gradual que tem seu início muito precocemente. Desde bebê esse é um momento que pode gerar muita preocupação nos pais. No recém-nascido eles temem pela sua segurança, para que não se afogue, para que não se assuste ou para evitar que fique doente com a “friagem”.

Muitas mães se sentem tão inseguras que pedem a ajuda de pessoas próximas, pois elas também têm muitas fantasias em relação a este momento. Algumas acham que não vão conseguir dar o banho da maneira certa ou que algo pode acontecer ao bebê. Mas, além disso, é um momento de muitas trocas afetivas, o bebê fica entregue aos cuidados de sua mamãe. Alguns pequeninos sentem muito medo, outros prazer e ficam relaxados com esta atividade. Conforme o tempo passa, a autonomia aumenta e ele vai ficando cada vez mais participativo. O bebê passa a tomar seu banho sentado, começa a brincar, explora seu próprio corpo e, então, o bebê começa a expressar recusa em sair pois esse momento é vivido como especial para ele.

Embora seja um momento prazeroso para a maioria das crianças, não se pode generalizar. Com a intensificação das fantasias, muitas crianças podem ficar muito apreensivas. Seja pelo medo de cair, pelo medo de se sufocar com a água ou sentem aflição com a temperatura da água.

Seja o banho, a hora de dormir ou a alimentação, as crianças são muito habilidosas em encontrar meios para “provocar” a reação dos pais com seus comportamentos. O horário do banho pode ser um momento muito privilegiado de a criança demonstrar seus conflitos. A maioria dos sintomas não surge em vão, pois transmitem uma “mensagem” a ser decifrada.

É muito comum escutar os pais dizerem: “não sei por que ele não toma banho, eu ensinei, na minha casa todo mundo é limpinho, só ele é assim”. Por que será que, exatamente numa família “limpinha”, aparece um filho que não quer tomar banho?

Existem muitos mecanismos que podem estar envolvidos. Por exemplo, pode ser que assim a criança consiga ter a atenção dos pais, pois tal sintoma tão provocativo, não passaria despercebido. Com esta atitude ela incomoda e pode ser a forma que encontrou de se diferenciar e mostrar que não se submeterá passivamente às exigências externas. Contrariando os pais pode revelar sua “vontade” de controle, sua necessidade de ter mais poder ou simplesmente demonstrar sua raiva perante outras questões.

O comportamento que incomoda não deve ser analisado isoladamente, nem se pode simplificar as interpretações. É preciso que seja considerado no contexto de vida da criança, de sua singularidade como pessoa e em suas relações familiares.


*É proibida a reprodução do texto publicado nesta página, no todo ou em parte, sem autorização escrita da autora, sujeito às penalidades previstas na Lei 9.610/98 de direitos autorais.

  • Perguntas

busca no site

leia mais ...

infância

adolescência

adultos

reflexões

perguntas freqüentes

  • principal
  • clínica
  • quem somos
  • perguntas
  • estudo
  • fale conosco