A rivalidade e o impulso em direção à competição têm diversas origens, sendo uma delas, a de autopreservação, uma herança antiga do ser humano, ligada à necessidade de sobrevivência.
Algumas pessoas consideram a competitividade acirrada dos dias de hoje uma invenção do capitalismo e seu crescimento associado ao movimento neoliberal e a classificam como um comportamento oposto ao cooperativismo.Contudo, na dose certa, a rivalidade é muito produtiva, estimulante e é uma característica normal e útil, inerente ao humano. Precisa-se tomar cuidado nos casos extremos quando esta atitude está exacerbada ou inibida.
Pessoas que não conseguem expressar sua rivalidade podem possuir uma atitude derrotista frente à vida, não confiam em si mesmas para enfrentar situações, às vezes até para se defender, ficando em uma posição de submissão. Por geralmente apresentarem uma baixa auto-estima, não acreditam que também podem vencer e que merecem o êxito, como se este pudesse causar um mal irreparável ao outro.
Por outro lado, o desenvolvimento demasiado da competitividade, apesar de muitas vezes trazer prazer por meio das conquistas realizadas, pode levar a um intenso sofrimento mental e a um relacionamento interpessoal enfadonho e permeado por intrigas.
No entanto, o êxito que gera grande satisfação é temporário e superficial, não traz o mais esperado, a tranqüilidade e a segurança. A satisfação obtida seja material, emocional ou sexual tornou-se uma garantia pessoal e representa a segurança frente o profundo medo que sente da mediocridade e do vazio. Há uma profunda necessidade de ser reconhecido e considerado bom e superior para conseguir “existir”.
Algumas pessoas se fixam a essa imagem de vitória, almejando sempre mais, insaciavelmente, frustrando-se terrivelmente se não conseguem manter o padrão. Precisam constantemente ter reasseguradas a sua superioridade calcada nos padrões culturais de seu meio social.
A competitividade pode ser muito construtiva e estar ligada a um bem comum. Nos casos em que ela está exacerbada ou inibida, provoca grande sofrimento e interfere nas relações interpessoais, sendo de grande ajuda a realização de uma análise pessoal.
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