Superdotado é a pessoa que apresenta capacidade mental muito superior que a média da população, que possui uma ou mais habilidades em que se destaca por seu alto desempenho.

Frente a uma criança considerada superdotada, muitos adultos ficam em dúvida de como devem educa-la. É preciso coloca-la numa escola especial? Numa sala com outros alunos superdotados? Trata-la como adulto?

Podemos dizer que as crianças superdotadas devem ser educadas como qualquer outra. O adulto pode valorizar as capacidades da criança, mas sempre ficar atento para não exagerar, no sentido de não passar uma mensagem de que ela só será admirada se for cada vez mais “brilhante”. É preciso ajuda-la a perceber que pode ser respeitada e desejada em função de outras questões de sua personalidade.

Algumas crianças pelo fato de aprenderem muito rapidamente o que é ensinado na sala de aula acabam apresentando problemas de comportamento, já que ficam desinteressadas e desmotivadas. Cabe à escola estabelecer algumas estratégias singulares de forma a trabalhar e explorar as potencialidades da criança (o que na verdade deveria ser feito para qualquer aluno). O professor pode, por exemplo, procurar ocupar a criança com atividades e funções extras.

É importante analisar o que pode estar por trás do desinteresse pela rotina escolar que alguns superdotados apresentam. Em alguns casos, indica que a escola não está conseguindo motivar suficientemente o aluno, mas, em outros, pode encobrir uma dificuldade de aceitar os limites e enquadres colocados pelos adultos, o que deve ser trabalhado.

A discriminação entre desenvolvimento cognitivo e emocional também precisa ser feita. Capacidade cognitiva não quer dizer capacidade e recursos emocionais. Alguns pais acabam confundindo estas questões e não percebem que a criança ainda não tem maturidade emocional. O fato de conseguir fazer algumas coisas como um adulto (falar várias línguas ou saber fazer contas difíceis de matemática, por exemplo) não significa que a criança seja capaz de lidar com seus sentimentos, que não se sinta insegura, que não fantasie coisas como outros garotos.

Algumas crianças superdotadas crescem com a ilusão de que são “perfeitas”, “infalíveis” em tudo e por isso, acabam sendo intolerantes e extremamente exigentes consigo mesmas, como se não tivessem o direito de apresentar dificuldades. É importante ficar atento para isso e mostrar para a criança que ter falhas é algo natural, que faz parte do humano.

Quando a criança se isola, se comporta como um “mini adulto”, não consegue interagir com outras crianças, não brinca de “faz de conta” recomenda-se a procura de um profissional. Estes comportamentos podem indicar dificuldades emocionais relevantes que atrapalham o desenvolvimento.

É preciso lembrar que apesar do fato do superdotado ter muita facilidade em áreas específicas, isto não garante que ele tenha grande produtividade, excelente rendimento acadêmico e sucesso em sua vida, já que estes fatores não dependem apenas de aspectos cognitivos: questões emocionais, comportamentais, ambientais e culturais também são extremamente importantes.


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