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A partir do século XX começou a se estabelecer uma definição para o Deficiente Mental como o sujeito que tem o funcionamento intelectual considerado inferior à média estatística das pessoas. Há muitas críticas em relação aos testes de avaliação de QI (quociente intelectual), pois não colocam em discussão o aspecto cultural, educacional, a motivação e o desejo do sujeito em realizar o teste.
O CICID (Classificação Internacional das Deficiências, Incapacidades e Desvantagens) situa a deficiência intelectual ou mental quando a pessoa tem limitações na aprendizagem, memória, percepção, no estabelecimento de relações, na consciência, que trazem como conseqüência maior o comprometimento da capacidade ocupacional e na integração social.
Segundo a descrição do DSM IV o retardo Mental é quando a pessoa apresenta “funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidado, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento interpessoal, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança”.
É comum que a Deficiência Mental seja pensada como uma condição em si mesma, um estado patológico bem definido. Entretanto, a Deficiência Mental é uma condição que está bastante permeada por um mecanismo social que atribui a essa limitação um valor de morbidade, que é sempre comparativo. Isso significa dizer que uma pessoa pode ser considerada deficiente em uma determinada cultura e não deficiente em outra, de acordo com a capacidade dessa pessoa satisfazer aos ideais culturais.
Desse modo, a discussão sobre o termo a ser empregado torna-se secundário se não for levado em consideração nos tratamentos o sujeito que está implicado nesta manifestação, principalmente, seu sofrimento de ter um sintoma que o afasta do convívio social, do mundo do trabalho e de outros espaços como a escola.