Drogas são substâncias químicas que são utilizadas com o objetivo de se obter diferentes sensações, podendo ter a função de tranqüilizar, excitar e de provocar prazer. Além disso, também pode propiciar alterações e mudanças no grau de consciência e no estado emocional. Por exemplo, a pessoa pode buscar a droga para se sentir mais desinibida, mais corajosa ou mais agressiva, sua repercussão dependerá do tipo de substância utilizada e também das características pessoais do usuário e da situação em que é consumida. As drogas mais consumidas são: o cigarro, o álcool, os benzodiazepínicos (tranquilizantes) e a maconha. Existem outras substâncias como a cocaína, a heroína, o crack e as pílulas como o ecstasy, que são acessadas por muitas pessoas também.
O consumo de drogas tem aumentado rapidamente e tem atingido cada vez mais a população em geral, não apresentando interdependência com a classe social e gênero.
Dentre os fatores que tem preocupado os pais e os profissionais que lidam com jovens, encontra-se um aspecto que merece bastante atenção: o uso em crianças e pré-adolescentes, que tem um acesso precoce às drogas consideradas ilícitas.
Na clínica da drogadição ou dependência química, podemos perceber que a gravidade do caso dependerá do valor que é atribuído, pelo usuário, à droga, ou seja, quanto mais dependência tiver, a pessoa poderá ter mais comprometimento na qualidade de vida.
Desse modo, aquele que coloca a droga como algo que proporciona, mesmo que momentaneamente, uma sensação de completude, de poder e de potência, independente de suas atitudes, corre um grande risco de se tornar adicto.
Quando a pessoa e a família devem se preocupar? O dependente não se reconhece como tal, em seu discurso é freqüente escutar que basta querer para poder parar. No entanto, não é simples parar, pois o prazer momentâneo obtido pelos efeitos da droga, não proporciona a sensação de prejuízo, mas de satisfação. Quanto à família, deve sempre ter um canal aberto de comunicação, pois de algum modo, quando algum familiar está usando a droga, ele expressa suas dificuldades, pois quem usa não o faz sem seus motivos. Dessa forma, a drogadição pode estar encobrindo uma depressão, uma baixa auto-estima, medos e outros sentimentos.
Sobre o uso, podemos separar em duas vertentes: o uso circunstancial e o abuso. Na primeira situação, a pessoa usa a droga, pois esta faz parte de seu circuito de socialização, ou seja, o grupo em que a pessoa faz parte facilita e favorece o acesso à substância, essa situação é bastante comum em festas, “baladas”, etc., mas não ocupa o centro da vida do indivíduo. Nesse caso, a pessoa mantém o curso de sua vida, trabalhando, estudando, sem prejuízos em sua sociabilidade. No caso da utilização abusiva, a pessoa tem seus interesses voltados à droga, por exemplo, trabalha para comprar droga, é comum mentir, furtar, tem uma mudança brusca em seus comportamentos, em seus hábitos, passa a se desinteressar das atividades as quais atribuía importância e suas relações na vida ficam permeadas pela droga (a pessoa se aproxima daqueles que usam a substância de seu interesse).
Diante da última situação, a pessoa necessita de tratamento, que deve estar baseado na personalidade e na subjetividade e não no sintoma de dependência. Por que? Focar o atendimento no abuso de drogas reforça, mais uma vez, sua importância na vida do sujeito. O que se busca no atendimento psicanalítico é a forma como a pessoa se responsabiliza pelas suas escolhas, visando o questionamento das motivações inconscientes que a levam a ter esse sintoma – a drogadição.
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