O diagnóstico para a queixa de esquecimento ou prejuízo na memória é bastante importante. Quando alguém apresenta este sintoma é necessária uma diferenciação entre uma enfermidade neurológica e um sintoma subjetivo, mesmo que este acompanhe sempre qualquer processo de adoecimento.

Como critério deve-se considerar a perda da memória relacionada a acontecimentos importantes e não deve ser confundida com o simples esquecimento ocasional. A perda de memória pode ser parcial, seletiva, passageira. Existem casos que manifestam amnésia completa e generalizada, mas esses são raros.

A questão da memória pode ser influenciada por diversos fatores:

· Doenças neurológicas (demência, problemas vasculares, degeneração),
· Exposição a toxinas ou abuso de sustâncias (álcool, medicação e drogas),
· Traumas (acidentes, lutos, violência),
· Transtornos psiquiátricos (dissociação, delírio, alucinação),
· Problemas de atenção,
· Conflitos psíquicos severos.

Problemas de memória podem trazer muitos prejuízos nas relações sociais, familiares e de trabalho, pois comprometem a aprendizagem de novas informações e a recordação de eventos significativos para a vida da pessoa. Para as crianças e adolescentes em vida escolar as tarefas e as atividades lúdicas são realizadas com muita dificuldade e não devem ser confundidas com falta de vontade.

A pessoa que está com este sintoma parece estar ausente, com a atenção voltada para algo distante, ela passa a impressão de não estar escutando o que está sendo dito. Essas questões podem provocar sentimentos de desânimo e de irritação, pois a pessoa quer se lembrar, mas não consegue. Para aqueles que são próximos pode haver cobranças, como se a pessoa com “esquecimento” não valorizasse o que estão dizendo.

Nos casos em que há perda de memória, a psicoterapia é bastante indicada, pois este sintoma se relaciona com conflitos importantes e que precisam ser trabalhados, mesmo que questões orgânicas estejam envolvidas.


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