"Gêmeos: iguais?"


Foto de Danielle Sandrini

Os gêmeos despertam curiosidade, fascinação e muitas dúvidas: Pensam igual? Sentem a mesma coisa? Terão as mesmas doenças? A mesma personalidade?

Existem dois tipos de gêmeos: os idênticos, também conhecidos como univitelinos ou monozigóticos (formados a partir de um único óvulo), sempre do mesmo sexo e fator sanguíneo; e os fraternos, bivitelinos ou dizigóticos (formados a partir de dois óvulos). Os fraternos, em geral, não são tão parecidos e nem sempre têm o mesmo sexo.

Muitas vezes, os gêmeos são olhados como um ideal. Existem pessoas que desejariam ter um irmão gêmeo, como se isso representasse ter alguém muito perto que fosse capaz de compreender todos os seus sentimentos, uma pessoa para compartilhar tudo.

É verdade que quem tem um irmão gêmeo dificilmente fica sozinho, tem sempre um companheiro para brincar, para ir à escola. Porém, o fato de ter uma companhia não significa que a criança gêmea não se sinta só em alguns momentos (como todo mundo!), por exemplo, quando precisa enfrentar o medo de uma prova na escola.

Mas os gêmeos são mesmo iguais? Os irmãos podem ser muito parecidos fisicamente, mas isto não quer dizer que tenham que ter a mesma personalidade, desejos e capacidades.

Educar as crianças respeitando suas diferenças é essencial. Irmãos costumam se comparar uns aos outros e, em se tratando de gêmeos, a comparação tende a ser mais intensa. A cobrança social de que seja igual a seu irmão pode trazer muito sofrimento para a criança. É possível que uma criança tenha mais talento para matemática, por exemplo, e outra para artes, sem que isso seja um problema.

Os pais devem incentivar a criança a ser capaz de fazer coisas sozinha, ajudando em sua independência. É recomendado que os irmãos gêmeos estudem em salas de aulas diferentes e que possam escolher suas próprias amizades.

Como qualquer criança, o gêmeo precisa se sentir único, ter sua individualidade e nesse sentido, ter roupas e brinquedos exclusivos é fundamental. Apesar de ser “engraçadinho” vestir gêmeos com a mesma roupa, é preciso ficar atento para que isso ocorra apenas esporadicamente.

Além dessas questões, os pais também devem ajudar os filhos a enfrentarem as dificuldades do dia-a-dia, como ter o nome trocado ou o fato de serem constantemente chamados de “gêmeos” (como se não tivessem outro nome).

É preciso também não incentivar a troca entre eles. Alguns gêmeos costumam proteger seu irmão fazendo atividades por ele, como provas ou “chegar numa menina”. A criança deve crescer sendo capaz de enfrentar suas próprias dificuldades.

Finalmente, cabe dizer que semelhanças podem existir sem que signifique que estão perdendo a identidade.


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