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O trabalho ocupa parte importante da vida das pessoas, além do aspecto financeiro, interfere fortemente na vida emocional. Por estes motivos, as escolhas que envolvem uma profissão devem ser feitas com muito cuidado e não de modo impulsivo.
Mudar de emprego pode ser motivado por inúmeros fatores: vontade de mudar de área, de empresa, de salário, de cidade, possibilidade de demissão, dificuldade de comunicação com colegas e superiores, falta de perspectiva de crescimento profissional e pessoal, dissonância entre o perfil pessoal e o desejado pela firma.
Uma reflexão aprofundada a respeito do que está motivando a mudança é bem vinda. Vale à pena observar a presença de sinais como: dificuldade para ir trabalhar, ansiedade para voltar para casa, discussões ou silêncio em excesso, sensação constante de não reconhecimento, falta de paciência para pequenas coisas.
O diálogo é sempre um recurso importante para tentar lidar com as dificuldades antes de precisar tomar uma decisão mais radical. Procurar conversar com a chefia, expor insatisfações e dificuldades, solicitar uma avaliação do desempenho profissional, poder escutar as críticas e saber o que empresa espera de você são elementos importantes para avaliar a situação.
O exercício de auto-observação também é um instrumento útil para poder melhorar os aspectos negativos, o que contribui para um sucesso profissional. Neste sentido, vale a pena prestar atenção ao modo como se trata e é tratado pelos colegas e chefia, como se porta frente a aspectos como pontualidade e desempenho, quais são as críticas mais freqüentes que recebe.
Quando o descontentamento está mais ligado ao salário, o primeiro passo deve ser o de comparar a remuneração que outras empresas oferecem para o mesmo cargo. Quando o salário está dentro ou acima da média, é preciso refletir se é o momento de pedir um aumento. Às vezes, a solução está em tentar outro cargo, em mudar de departamento. Se o salário, no entanto, está abaixo, pode-se conversar com a chefia e expor a situação de forma profissional e madura, mostrando o valor de seu trabalho (ameaças e chantagens não são aconselháveis).
O descontentamento com o emprego pode ser temporário, em função de um período de maior tensão, ou, definitivo, permanecendo constante independentemente do momento da empresa e da atitude do empregado. Quando a segunda opção é a verdadeira, pode ser a hora de pensar em mudar de emprego.
Mas, antes de tomar esta decisão é preciso, ainda, saber diferenciar o que são questões subjetivas das profissionais: como saber se mudando de emprego os problemas não vão se repetir, já que a questão pode ser pessoal?
Um fator que pode indicar a presença de questões subjetivas e que apontam para a hora de procurar um psicólogo é quando as dificuldades no trabalho são semelhantes às apresentadas no emprego anterior. Além disso, quando existem sintomas físicos como taquicardia, ansiedade, insônia, irritabilidade, oscilações de humor, timidez excessiva e baixa auto-estima, deve-se ficar atento para questões emocionais.