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“Me preocupo demais com o que as pessoas pensam de mim”.
A questão com a opinião dos demais atinge muitas pessoas que se definem como “inseguras”. Em muitas situações o “inseguro” quer se certificar que suas decisões terão a aprovação daqueles que o cercam. A idéia de que há “o melhor a ser feito” expõe a expectativa de garantias, ou seja, o que se escolhe precisa agradar universalmente. Dessa maneira, o sujeito mantém uma atitude passiva perante os pedidos alheios.
A insegurança aparece em circunstâncias simples como o que vestir, o que comer, como se pentear e até em situações bem complexas como: escolha da profissão, tarefas escolares, trabalho e casamento. Se espera que o outro diga o que é para ser feito. A pessoa insegura deixa de fazer muitas coisas ao imaginar que suas escolhas não atendem o outro.
Entretanto, paradoxalmente, a opinião dos demais parece não importar de fato, pois mesmo que a resposta seja “o que você fez está bom”, o inseguro continua se perguntando e solicitando a avaliação dos demais.
A possibilidade da concordância entre as próprias decisões e a opinião dos demais é uma exigência difícil de ser alcançada, já que o que é melhor para um, nem sempre é o melhor para o outro. Esta armadilha montada pela expectativa de que o outro concorde, se expressa pelas constantes exigências em acertar, as críticas são ressaltadas e vividas como se fossem rejeições.
Outro aspecto da insegurança se manifesta pelo excesso de preocupação com situações incontroláveis. A pessoa tem receio de ser surpreendida e para isso utiliza a fantasia como forma de tentar “prever” situações temidas. Assim, a pessoa pode tender ao exagero na prevenção de riscos, perigos e medos e mantém com isso uma postura de evitação perante situações potencialmente desafiadoras em seu imaginário.
É importante ressaltar que a preocupação com o social é algo importante, entretanto, quando isso se sobrepõe aos valores defendidos por cada um, pode trazer muito sofrimento. Isso se deve ao aprisionamento propiciado pelas decisões que são tomadas “fora” do âmbito do desejo, o que expõe o sujeito a constante dúvida sobre o melhor a ser feito.
A insegurança traz o enigma da dificuldade deste impasse do sujeito quando o que faz é dedicado a si mesmo e não ao outro. Assim, a pessoa pode se sentir sem vitalidade e paralisada por este conflito.