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As crianças precisam de cuidados constantes dos adultos. Quando pequenas, necessitam de muita proteção, pois elas ainda não tem maturidade para se virarem sozinhas em diversas situações. No entanto, conforme crescem vão adquirindo, gradualmente, autonomia no que se refere à realização de diversas atividades como se alimentar, tomar banho, se vestir, brincar, ir ao banheiro.
O desenvolvimento desta autonomia nem sempre acontece espontaneamente por parte da criança. Muitas vezes, elas se sentem inseguras para arriscarem fazer alguma coisa sem a presença dos pais ou resistem a se tornarem um pouco independentes porque sentem que podem perder a atenção e o carinho dos adultos.
É importante que os responsáveis estimulem e encorajem seus filhos a crescerem mostrando a eles que são capazes e que crescer implica em muitos ganhos.
É neste contexto que entra a questão de deixar a criança dormir sozinha. Desde os primeiros meses de vida o bebê já tem condições de ficar sozinho em seu berço na hora de dormir. Lógico que este não é um processo simples, no início os pais terão mais trabalho, já que a criança ainda não tem um ritimo de sono estabelecido e tende a exigir a presença do adulto, a chorar querendo colo e atenção. É importante que os pais possam tranquilizar o bebê, colocá-lo no colo, conversar com ele e acalmá-lo. Mas terão também que ser firmes, deixar ele chorar um pouco até que entenda que o choro não vai “convencer” os pais a tirá-la do berço toda hora.
A situação se complica nas crianças maiores que nunca conseguiram dormir sozinhas, porque tem medo e porque os pais não souberam lidar com a situação. Nestes casos o processo de acostumá-las a sair da cama ou do quarto dos pais é mais demorado e exige mais persistência. Os adultos precisam conversar seriamente com o filho, explicar várias vezes que cada um tem seu quarto, sua cama e que dormir sozinho pode ser legal, ter sua caminha e um espaço só dele pode ser divertido.
A criança que consegue dormir só tende a se sentir mais segura, capaz de enfrentar as situações adversas da vida. Além disso, aprende que as crianças são diferentes dos adultos, que precisam obedecer as regras colocadas por eles e que não podem fazer tudo o que querem.
Muitas vezes, existem questões emocionais complexas, tanto dos pais quanto da criança, que impedem a conquista desta autonomia. Quando, após algumas tentativas, não se consegue fazer o filho dormir sozinho vale a pena consultar um psicanalista para que possa ser feita uma leitura da situação, de modo a trabalhar as questões inconscientes que sustentam este comportamento.