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"Morar sozinho"

Qua, 11/02/2009 - 09:23


O que leva alguém a querer morar sozinho é algo muito particular. Os motivos são diversos e dependem das questões de personalidade e da história de vida de cada um. Por exemplo, existem pessoas que tomam esta decisão em função de conflitos familiares intensos que tornam inviável morar com a família de origem, outras, vêm a possibilidade de morar sozinho como uma oportunidade de adquirir maior independência e de se conhecer melhor. Há também aquelas que mudam de cidade à procura de estudo e/ou trabalho e acabam tendo que se distanciar da família e aquelas que vão morar sozinhas após uma separação amorosa.

Cada pessoa vai reagir de um jeito com relação a esta experiência. Existem pessoas que se tornam mais independentes e percebem que são capazes de se virar sozinhas, outras, sentem-se muito sós, tristes e percebem que precisam da companhia mais próxima de alguém. Para alguns pode ser uma ótima oportunidade para refletir a respeito de questões importantes de sua vida, rever posicionamentos e escolhas. Outros, com a solidão, passam a dar mais importância para o parceiro, amigos, família.

É preciso que a pessoa saiba que a adaptação à nova condição não é imediata. É extremamente natural que a pessoa se sinta, nos primeiros meses, insegura, com medo, com um certo vazio e saudades da família. Com o tempo, estes sentimentos tendem a ficar mais amenos.

Também é importante saber que morar sozinho não significa romper com a família. É possível morar sozinho e continuar próximo dos pais e outros parentes, fazendo visitas periódicas, telefonando...

Cabe lembrar, que morar sozinho não é sinônimo de não precisar de ninguém, de ter que se virar para tudo sozinho. Sempre que precisar, pode-se pedir ajuda.

Não existem problemas psicológicos específicos com relação a morar sozinho. As pessoas que podem apresentar dificuldades emocionais nesta situação, provavelmente, já tinham questões psíquicas importantes anteriores ao fato de irem morar sozinhas (mesmo que não tenham percebido antes). Morar sozinho pode, portanto, intensificar (e não causar) sintomas já presentes antes na vida da pessoa como: isolamento social, angústia, depressão.

Se a pessoa quer voltar para a casa dos pais, é o caso de conversar com eles e avaliar a possibilidade disso. Se for possível, não há problema nenhum de voltar atrás na sua decisão. No entanto, sempre vale relfletir a respeito do porquê que morar sozinho se tornou algo inviável ou insuportável. Muitas vezes, a conquista da independência e separação dos pais não é fácil. Envolve questões emocionais complexas. Nesses casos, a pessoa pode se beneficiar de uma psicoterapia em que poderá investigar os motivos que a impediram de conseguir o que deseja.


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