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Seg, 22/10/2007 - 15:03


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De acordo com os critérios do CID - 10 (Classificação Internacional de Doenças) o diagnóstico de esquizofrenia está dividido em dois grupos - delirante e afetivo, que por sua vez se subdividem:

Grupo 1
a) Hebefrênica - afeto embotado ou raso, ou seja, há pouca manifestação afetiva, pouca modulação. Do mesmo modo que o afeto é inconsistente ou inapropriado, os comportamentos, aparentemente, não têm objetivos para a cultura. A fala é desarticulada, aparentemente irrelevante, com conteúdo vago que dificulta a compreensão.

b) Paranóide – há presença de delírios de perseguição, sensação de ser mais especial em relação aos demais. A pessoa ouve vozes ameaçadoras, imperativas, que julgam severamente ou que ordenam comportamentos. Pode haver alucinações de odor, sabor ou sensações corporais.

c) Catatônica – A pessoa com esse quadro apresenta uma diminuição de seus movimentos e de reação aos estímulos do ambiente. Redução da espontaneidade e mutismo. Em outros casos pode haver uma movimentação sem objetivo ou bizarro, por exemplo, ficar com o braço de pé. È comum que haja submissão aos comandos.

d) Parafrenia - Delírios relacionados à temática corporal, referentes ao mau funcionamento do corpo, deformação, distorção na percepção corporal, que há emissão de odores fétidos, infestação por insetos (alguns dizem que eles caminham pelo corpo).

Grupo 2
O principal diagnóstico desse grupo é o transtorno afetivo bipolar que se caracteriza pelo exagero nas manifestações do humor, que oscilam principalmente entre dois extremos: o humor depressivo (apatia, pessimismo, pensamentos mórbidos) e o maníaco (alteração na imagem que faz de si, sentimento onipotente, aumento excessivo da disposição).

O diagnóstico na Medicina psiquiátrica fundamenta-se na etiologia patogênica das enfermidades, cujo funcionamento é influenciado pelos marcadores biológicos: neuro-transmissores, passível de modificação por meio dos efeitos da medicação nos sintomas.

A Psicanálise introduz um campo diagnóstico baseado na relação estabelecida entre a pessoa que procura a análise e o analista. O que isso quer dizer, o psicanalista não se preocupa em observar o analisante e seus sintomas. Para ele, o instrumento que dirige o tratamento é sujeito, presente em sua fala e em seus atos, com toda a complexidade e paradoxos de suas associações. As hipóteses levantadas pelo analista podem ser confirmadas ou não pelo analisante, que é responsável pelo processo.

Em termos diagnósticos, a esquizofrenia pertence à estrutura das psicoses e estrutura, para o psicanalista, seria como uma “janela” por onde a pessoa tem acesso às suas experiências e faz a própria interpretação. A janela do sujeito psicótico é a fantasia ou a teoria que ele constrói sobre sua existência. Essa teria um formato peculiar, caracterizada pela falta de nitidez entre o que vem de si mesmo e o que é do outro.


*É proibida a reprodução do texto publicado nesta página, no todo ou em parte, sem autorização escrita da autora, sujeito às penalidades previstas na Lei 9.610/98 de direitos autorais.

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