O trabalho é um dos aspectos que mais influenciam a satisfação e a qualidade de vida.

Para sentir-se bem profissionalmente é preciso ser reconhecido como alguém competente naquilo que faz, ganhar um bom salário, ter boas relações com colegas e chefes, sentir-se motivado com as tarefas executadas.

Para conseguir sucesso no trabalho, antes de tudo, é preciso acertar na escolha profissional. Existem pessoas que escolhem rapidamente o que querem fazer e não se arrependem. Outras pulam de faculdade em faculdade, de trabalho em trabalho, sentindo-se sempre insatisfeitas.

A escolha profissional não é uma tarefa simples, pois envolve questões complexas, que vão desde aspectos objetivos (necessidade financeira, mercado de trabalho) a afetivos (expectativas de familiares, por exemplo).

Os aspectos objetivos podem ser analisados com mais facilidade. O exercício de auto-observação é sempre válido. Vale a pena ficar atento para algumas questões:

- O que gosta de fazer? Que atividades sente prazer?
- Tem talento especial para alguma coisa?
- Como se relaciona com as pessoas? É Comunicativo? Sente-se à vontade com pessoas desconhecidas? Fala bem em público?
- Como lida com as mudanças? Prefere situações mais rotineiras?
- Cansa-se da rotina, gosta de coisas novas? É disciplinado?
- É uma pessoa com iniciativa? Gosta de liderar ou prefere que alguém diga o que fazer?
- Irrita-se com facilidade? É flexível? Tolera bem as diferenças?
- Valoriza o dinheiro?
- Prima pela qualidade de vida?

Recomenda-se que a pessoa converse com profissionais de áreas que tem interesse, que pergunte a respeito do dia-a-dia do trabalho, como é o estilo de vida e a rotina em determinada profissão. Pesquise também sobre o mercado de trabalho, se é uma profissão que oferece possibilidades amplas de atuação, qual a média salarial.

Comparar as respostas dos profissionais com as do exercício de auto-observação pode ajudar a decidir a profissão que mais corresponde ao seu perfil e expectativas.

Cabe salientar que o mercado de trabalho e o salário são importantes, mas não decisivos na escolha profissional. Em todas as áreas há profissionais realizados e bem sucedidos.

Os aspectos afetivos costumam ser mais nebulosos e nem sempre a pessoa consegue identifica-los sozinha. Estes aspectos envolvem o ideal de vida pessoal e familiar, auto-estima, questões da personalidade.

É muito freqüente que pessoas escolham sua profissão baseando-se na expectativa dos pais, no desejo de agrada-los ou na dificuldade de contesta-los. Os estigmas sociais também costumam influenciar muito. Dessa forma, há quem escolha ser médico porque há, ainda, uma crença social de que “médico fica rico”, ou, que psicologia é coisa de mulher, engenharia de homem...

Quando existe muita dificuldade na escolha profissional ou sensação constante de insatisfação é preciso refletir a respeito do que pode estar acontecendo. Procurar um analista para falar desta questão pode ser bem pertinente para ajudar a pessoa a saber o que de fato deseja.


*É proibida a reprodução do texto publicado nesta página, no todo ou em parte, sem autorização escrita da autora, sujeito às penalidades previstas na Lei 9.610/98 de direitos autorais.