Muitos pais ficam assustados quando a criança recebe o diagnóstico de psicose e perguntam o que é isso que meu filho tem? Como vai ser a vida dele no futuro?
É importante esclarecer que a psicose infantil é diferente do adulto, pois sua personalidade ainda está em construção. Desse modo, muitos autores definem a psicose infantil como estrutura psíquica “não decidida”, pois a personalidade da criança está em constituição, o que leva a pensar que o diagnóstico na infância, de alguma forma, é provisório. Ela pode viver muitas experiências que podem influenciar bastante neste processo.
Todo ser humano é muito singular e diverso na manifestação de sua personalidade. No entanto, para fins diagnósticos, é importante que o profissional reconheça os sinais que o direcionem para o diagnóstico de psicose, para que assim possa escolher a terapêutica mais indicada para o caso, seguem alguns deles:
· A criança fala? Consegue se comunicar?
· Percebe as pessoas ao redor?
· Manifesta seus pedidos?
· Tem iniciativa?
· Ela brinca com outras crianças, compartilhando os jogos? Ou fica isolada em seu mundo?
· Demonstra ter compreensão do que acontece ao redor? Sensibiliza-se pelos acontecimentos em seu meio?
· Muda bruscamente seu estado de humor, se descontrolando, se agredindo, se machucando?
· Orientação no tempo e no espaço (ex. esbarra nos objetos, cai com muita freqüência).
Estas perguntas têm como fundo a preocupação sobre a interação da criança com o que está a sua volta como a família, outras crianças, escola. Por exemplo, é importante notar se ela se interessa por “coisas” referentes a sua idade (brincadeiras, jogos). No aspecto ligado a comunicação, deve-se observar se a criança expressa seus pensamentos, vontades e sentimentos através da linguagem. De acordo com a idade a expressão se torna cada vez mais complexa. Nos casos em que a criança não se manifesta e quando ela se mostra muito incomodada com o toque, com barulho e com a presença das pessoas os pais devem se preocupar.
Vale lembrar também que o diagnóstico deve ser feito por um profissional da área (psicanalista, psicólogo ou psiquiatra) e que os sinais isolados não definem o diagnóstico, pois este é um processo que leva algumas sessões com a criança e seus pais para que seja realizado.
O tratamento nos casos diagnosticados como "psicose" é bastante indicado, pois a análise pode ser um espaço onde a criança poderá elaborar suas experiências e lidar com seu mundo emocional em formação.
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