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As pessoas apresentam personalidades muito variadas, sendo impossível classificá-las em categorias fixas, já que cada sujeito tem sua singularidade. No entanto, podemos encontrar em muitas pessoas características comuns. Existem aquelas mais expansivas, que gostam de falar muito, conversam com facilidade com pessoas estranhas, sentem-se à vontade em situações que precisam se expor, como, por exemplo, falar em público. Num outro extremo, encontramos indivíduos mais retraídos, introvertidos, calados, que não conseguem conversar com facilidade, que sentem vergonha e embaraço com freqüência frente às mais variadas situações.
A timidez é uma característica que pode aparecer desde a primeira infância e que pode perdurar até a vida adulta (pode surgir também apenas na adolescência ou na idade adulta). Crianças e adolescentes tímidos têm maior probabilidade de tornarem-se adultos introvertidos, mas isto não é uma regra.
As origens da timidez são variadas, acredita-se que há fatores genéticos e inatos e também questões da própria história que levam alguém a desenvolver ou acentuar este traço.
Na adolescência, por exemplo, frente às mudanças corporais, o jovem pode, temporariamente, mostrar-se mais retraído, sem que isso seja sinal de problema. Pais que depreciam os filhos, que possuem baixa auto-estima, que não encorajam as crianças, que são muito exigentes, também podem contribuir para que seu filho se torne uma pessoa tímida. Porém, nem sempre a timidez está relacionada a esses fatores, pode ser uma característica influenciada por outros aspectos, inclusive inconscientes, que a pessoa não consegue identificar sozinha.
Muita gente sente-se incomodada por considerar a timidez como algo que traz dificuldades para seus relacionamentos sociais, afetivos e profissionais.
A timidez se torna um problema quando aparece de forma excessiva, se manifestando em quase todas as situações de convívio social. Nesse caso, a pessoa costuma ter uma preocupação excessiva com a opinião dos outros, sente-se observada, julgada e criticada o tempo todo. Em situações em que é requisitada a falar tem uma sensação de “travamento”, fica sem palavras, sente que as idéias se foram ou que o que tem a dizer é sem importância, perde a naturalidade.
A presença de mal estar físico também pode acompanhar quem é muito tímido, assim, tais pessoas podem sentir, frente às situações que lhe causam ansiedade e angústia, sintomas como taquicardia, sudorese, tremor, gagueira, vermelhidão no rosto, entre outros.
É preciso ressaltar que existem pessoas que vivem bem com a timidez, encarando como uma característica pessoal e natural. Apesar de introvertidas, conseguem ter uma vida social tranqüila, fazer amigos, se expressar em público.
Uma análise pode ajudar alguém que sofre com a timidez. No tratamento a pessoa pode localizar as possíveis causas de seu sofrimento, as fantasias e conflitos presentes, tornando possível viver melhor com esta característica.