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O sentimento de culpa é vivenciado com freqüência por muitas pessoas. É comum que, após tomar alguma atitude, a pessoa se arrependa, fique remoendo o que fez ou o que disse e imaginando como tudo seria diferente se pudesse voltar atrás.
O arrependimento surge frente às conseqüências indesejáveis ou à percepção de que se agiu de forma errada. Isso acontece, por exemplo, quando se briga com um amigo porque descontou nele uma raiva de outra pessoa.
É interessante notar que o sentimento de culpa nem sempre aparece quando se está errado. Muitas vezes, a pessoa age conforme seus princípios, tem certeza de que está certa na forma como lidou com a situação, mas mesmo assim, fica culpada. Por que será?
Posicionar-se na vida, lutar pelo que se quer, não é uma tarefa fácil. Existe uma confusão entre ser egoísta e lutar pelo que se deseja. É preciso saber abrir mão do “ideal de agradar a todos”, o que é angustiante. Um rapaz, por exemplo, pode ficar culpado porque não quis sair à noite com sua namorada, porque estava cansado e tinha que acordar cedo no dia seguinte.
O sentimento de culpa também pode aparecer frente às situações de tragédia e morte. Uma mãe, por exemplo, que perdeu seu filho porque este foi viajar com a família de um amigo e, num acidente de carro, este morreu, pode ficar se culpando, pensando que não deveria tê-lo deixado ir viajar. Sentir-se culpado acaba sendo uma forma de achar que se pode controlar algo que é incontrolável e imprevisível: a morte.
O sentimento de culpa, comumente, vem acompanhado de mal estar físico, como taquicardia, dor e aperto no peito, ansiedade, insônia.
Quando a culpa é muito intensa e recorrente a ponto de impedir a pessoa de tomar decisões (ou de sustentá-las), causando grande sofrimento, vale a pena procurar uma análise.