Foto de Danielle Sandrini

Se há uma palavra que defina o que é ser mãe é intensidade. Desde o momento em que engravida a mãe sente uma conexão muito forte com o bebê. Já na gestação, é necessário todo um cuidado com a alimentação e com a saúde, que aumentam as preocupações e indicam a responsabilidade e a grande ligação entre o que faz e o que acontece com o bebê.

É no interior do corpo da mãe e de sua mente que uma nova vida é gerada. O feto vai crescendo no ventre e, cada vez mais, com o decorrer dos meses de gestação, esse filho torna-se mais presente. A barriga cresce e a mãe vai imaginando se tudo está bem, se o bebê vai ser menino ou menina, se vai ter saúde, se será grande ou se terá alguma deficiência.

E inesperadamente, o bebê se mexe, a mãe se põe a fantasiar se é calmo, agitado, se gosta de chutar, se será jogador de futebol e assim por diante, um futuro é desejado para o filho. Na fantasia materna toda uma personalidade é construída, será ele parecido com quem?

A gestação chega ao fim e surge o tão esperado e majestoso bebê, que então passa a ter um nome e sobrenome cheio de significados e expectativas. As referências aprendidas com a própria mãe, de quem foi filha um dia, ficam presentes. A mãe, imediatamente, tenta resgatar as lembranças mais remotas sobre como é cuidar de um filho, afinal ela também teve uma mãe e foi filha. A partir desse momento essas referências são colocadas em prática e ela se pergunta quando o bebê chora (daquele jeito que só os pequeninos sabem fazer), o que será que ele quer?

A mãe tenta descobrir o que ele quer, e então vai dizer, agora está com fome, com sono, quer trocar as fraldas... A mãe, em sua preocupação, nunca mais fica só, afinal o bebê depende dela completamente no início de vida, mas isso muda, conforme o tempo passa, dificuldades também vão surgindo.

O filho vai crescendo e, junto a isso, os desafios também. Quando a criança adoece ou apresenta dificuldades na escola, muitas mães se sentem culpadas e responsáveis, sofrendo com o filho. Questionam-se sobre o que fizeram de errado, ficam frustradas, pois o filho real não é como aquele que sonhou. Mas entre erros e acertos é uma relação que se constrói e ela não é feita somente de doação, os filhos também retribuem, se esforçam para encantar com seus sorrisos, aprendem uma infinidade de coisas, a falar, a andar, a brincar, a escrever. Ao ficar maior, ocorre a entrada na escola, as apresentações de trabalho, as amizades, os namoros, o trabalho. Se tudo vai bem, a mãe se deleita com as conquistas do filho e a cada situação, há uma oportunidade de aprendizado e, com isso, a mãe passa a conhecê-lo melhor, estreitando o vínculo.

Há momentos, quando a vida social se intensifica, em que muitas mães comentam a falta dos filhos e ela passa a ser menos requisitada. Mesmo assim ainda comemora, pois o filho cresceu.

É esse mesmo filho que um dia formará uma família, dando continuidade as gerações e a mãe será sempre testemunha de todo esse percurso da vida e crescimento na sua difícil, mas prazerosa, tarefa de ser mãe.


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