localização - metrô Santa Cruz
palavraescuta@palavraescuta.com.br
atendemos de 2a à 6a das 7 às 20:30h
localização - metrô Santa Cruz
palavraescuta@palavraescuta.com.br
atendemos de 2a à 6a das 7 às 20:30h
A intensa cobrança social com relação ao sexo e suas performances leva ao questionamento de muitas pessoas a respeito de sua vida sexual.
A mídia (filmes, novelas, propagandas) transmite a ilusão de um sexo ideal, em que os parceiros estão sempre relaxados, sentem prazer o tempo todo, chegam ao orgasmo juntos, o homem está disposto a ter várias relações seguidas e a mulher tem orgasmos múltiplos.
Frente a este ideal sexual social, que quase nunca é atingido, tenho encontrado mulheres na clínica que acreditam ter alguma disfunção sexual, já que, às vezes, não têm vontade de ter relação e nem sempre chegam ao orgasmo durante o ato sexual.
Nestes casos, trata-se, muitas vezes, de um comportamento normal. A disposição sexual depende de inúmeros fatores, podendo ser prejudicada, por exemplo, por um cotidiano muito estressante e cansativo. É natural, portanto, que alguém que esteja num momento difícil no trabalho, ou que chegue em casa muito cansado, não tenha vontade de ter relação sexual.
Com relação ao orgasmo, muitas mulheres só conseguem atingi-lo por meio da estimulação clitoridiana. Para a obtenção de prazer, também é fundamental as carícias preliminares ao ato, que ajudam a mulher a relaxar, a ficar lubrificada e a estar pronta para a relação. Nesse sentido, é importante que a relação com o parceiro seja marcada por diálogo, confiança, respeito e liberdade para que o casal possa falar desse assunto e encontrar juntos uma melhor forma de sentir prazer.
Mulheres que acabaram de ter filhos também têm sua libido diminuída, pois estão mais voltadas aos cuidados do bebê que requer atenção o tempo todo. O importante, nesses casos, é que isso aconteça com maior intensidade nos primeiros meses, não devendo se estender por muito tempo. O parceiro deve ajudar sua companheira nos cuidados com o bebê e incentivá-a, aos poucos, para retomar suas atividades normais (profissional, social, sexual). É muito comum na clínica, mulheres procurarem atendimento psicológico porque, desde que seus filhos nasceram, tiveram sua vida sexual e social muito prejudicadas, já que acabaram tornando-se “exclusivamente mães”, abandonando seu “lado mulher”.
O que é frigidez?
A frigidez refere-se à falta constante de desejo ou prazer na relação sexual. Pode estar ligada às questões orgânicas e psicológicas.
Entre as causas orgânicas mais comuns podemos destacar: mudanças hormonais (como hipotireoidismo, alterações da prolactina), efeitos colaterais de alguns medicamentos e doenças nos próprios genitais (como vulvovaginite).
As causas psicológicas são mais difíceis de se identificar, uma vez que nem sempre aparecem explicitamente, necessitando de um trabalho psicoterápico para abordá-las (são, muitas vezes, inconscientes).
Em alguns casos, deve-se considerar se aconteceram situações traumáticas como abuso sexual. Questões morais como culpa, vergonha, asco, também podem influenciar muito na frigidez.
Não podemos deixar de considerar os aspectos que envolvem a relação amorosa. Conflitos freqüentes entre os parceiros interferem diretamente na diminuição do interesse sexual.