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Existem situações em que é muito difícil manter a calma e a racionalidade. Muitas pessoas já passaram por um episódio em que ficaram irritadas, alteraram o tom de voz, agiram de forma impulsiva...
Quando estas reações “explosivas” acontecem de forma esporádica elas não possuem um caráter patológico, mas isto não quer dizer que não possam ser analisadas. Vale a pena refletir a respeito do que desencadeou este comportamento. Muitas vezes, a emoção é “descarregada” em pessoas e/ou situações que não tem uma relação direta com o fator conflitante.
A presença de um comportamento impulsivo está associada à ausência de palavras para lidar com os sentimentos: é como se no lugar de uma fala viesse um ato impulsivo. Nesse sentido, é preciso se questionar sobre os aspectos subjetivos que impossibilitaram que a palavra pudesse ser dita, porque não foi possível dizer não, falar o que queria, falar dos incômodos, colocar limites...
Em algumas pessoas as reações explosivas não são esporádicas, uma vez que acontecem com muita freqüência, por coisas mínimas. Nesses casos, a necessidade de uma análise torna-se ainda mais relevante. Tais pessoas acabam tendo sua vida social e afetiva extremamente prejudicadas, magoam os outros, perdem a calma no trabalho e em casa, não conseguem escutar ninguém, não aceitam críticas...
Analisar o que está por trás de um descontrole emocional pode ser bem importante e produtivo, já que permite um questionamento de aspectos fundamentais da vida que correm o risco de serem esquecidos, “empurrados com a barriga”. Assim, um episódio de “explosão” pode ser uma grande oportunidade para rever algumas questões e posicionamentos e pensar na necessidade de muda-los.
Uma análise pode ajudar a pessoa a conhecer seus próprios limites e a conseguir se posicionar antes que a situação extrapole para um descontrole... afinal, quando isto acontece, raramente se é escutado e levado a sério...