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Qua, 08/10/2008 - 11:42


De um extremo ao outro, sempre entre opostos, sem meio termo: é assim que algumas pessoas funcionam. Inúmeros exemplos podem ser descritos.

Existem as que começam um esporte e se dedicam ao máximo, treinam horas por dia durante meses, até que cansam e param radicalmente, não fazem mais nada, ficam sedentárias. Outras se empenham no estudo, chegam ao extremo de não ter vida social para poder ler a maior quantidade de livros possíveis e de repente, sem que elas mesmas entendam, perdem o interesse, interrompem completamente as atividades acadêmicas, chegando até a abandonar a faculdade ou o curso que estavam realizando.

Este comportamento extremista afeta muito a vida afetiva destas pessoas. É freqüente que não consigam permanecer muito tempo com um parceiro. No início dos relacionamentos sentem-se apaixonadas, largam tudo para ficar com a pessoa amada, fazem o que for possível para agradá-la. Podem permanecer assim por muitos meses, até que vão para o outro extremo. Sentem-se sufocados, perdem o interesse pelo parceiro e, de uma hora para outra, decidem se separar.

Um outro aspecto que é fortemente afetado é a parte financeira e profissional. As mudanças de emprego são constantes, ou porque a pessoa fica entediada no trabalho, sem motivação e por isso pede demissão, ou porque não consegue se relacionar de forma equilibrada com seus colegas, sendo demitida em função de suas atitudes radicais. A pessoa pode ser uma excelente profissional, extremamente dedicada e disponível, mas não sustenta esta atitude por muito tempo, logo se desinteressa...

Este tipo de oscilação traz grande sofrimento, já que o indivíduo vai de uma extrema satisfação a uma insatisfação absoluta. Muitas vezes, ser alguém do tipo “oito ou oitenta” vai contra os ideais da própria pessoa. Mesmo que ela tenha um ideal de casar e ter filhos, formar uma família sólida, permanecer mais tempo num emprego, não consegue e sente que se distancia cada vez mais da realização de seus sonhos.

Para cada pessoa existe um motivo inconsciente que a leva a não conseguir um “meio termo”, a ser sempre radical em suas decisões. Em geral, podemos dizer que há uma questão importante com relação à posição e consciência destes sujeitos com relação a seus desejos. Sempre divididos entre o que querem e o que o outro quer, se perdem, ficam confusos com relação ao que de fato desejam...


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