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Dom, 04/04/2010 - 10:44


O Transtorno de Personalidade Borderline é um termo utilizado na psiquiatria que se refere a comportamentos persistentes que afetam o modo do indivíduo de se relacionar com ele mesmo e com outros. Tais comportamentos estão associados a um grau elevado de angústia e impedem um bom desempenho social.

Na classificação da Organização Mundial de Saúde (CID.10) as descrições clínicas deste transtorno englobam: indiferença aos sentimentos de outros, desrespeito às normas sociais, dificuldade de manter relacionamentos, baixa tolerância à frustração, tendência a responsabilizar os outros por suas atitudes, tendência a agir de modo impulsivo, instabilidade afetiva, acessos de raiva intensa, intolerância à solidão e podem estar presentes constantes ameaças de suicídio ou atos de auto agressividade. Este diagnóstico não é feito na infância e adolescência.

As causas destes transtorno são muitas, normalmente envolvem questões da história de vida da pessoa, envolvendo conflitos familiares importantes.

Nem todos os psicanalistas trabalham com este diagnóstico, já que preferem fazer uma leitura que ultrapassa a visão fenomenológica destes comportamentos e que considera como mais relevantes as questões inconscientes e a posição que o indivíduo assume diante de sua vida.

Apesar destas pessoas, frequentemente, despertarem raiva em quem se relaciona com elas, é importante levar em consideração que por trás da agressividade e de comportamentos impulsivos há um grande sofrimento que precisa ser escutado.

Algumas atitudes podem ser manipuladoras, mas isto não significa que são conscientes e propositais. Muitas vezes, a pessoa percebe que tenta manipular os outros, mas não sabe o porquê de agir assim insistentemente.

Oferecer um espaço analítico para que a pessoa possa falar de sua história e poder escutar as questões inconscientes que a levam a ser tão intolerante às frustrações e a agir de modo impulsivo pode ser de grande ajuda.

Muitas vezes a resistência para procurar um psicanalista deve-se ao temor de ser visto como “louco” e à insistência em culpabilizar os outros pelo que acontece em sua vida. É importante ultrapassar estes preconceitos. Fazer análise é um processo difícil, mas que se enfrentado possibilita ao sujeito se posicionar diante de suas questões e desejos de modo mais tranqüilo e sem tanto sofrimento.


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