A tricotilomania é um distúrbio caracterizado pelo comportamento crônico e repetitivo de arrancar cabelos, cílios e/ou sobrancelhas. Existem graus variados deste comportamento, que podem levar a pequenas falhas, a Alopécia ou a calvice total.

Muitas vezes, tem início na infância ou adolescência, persistindo até a idade adulta. Em alguns casos, os sintomas podem ser transitórios, aparecendo apenas em momentos de muito estresse e desaparecendo após algumas semanas ou meses.

As pessoas com tricotilomania sentem um impulso incontrolável de arrancar o cabelo. Algumas têm consciência do que estão fazendo e outras o fazem sem perceber. É freqüente que se sintam tensas antes de realizar o impulso e aliviadas após realizá-lo. No entanto, a sensação de alívio logo desaparece dando lugar a um forte sentimento de culpa.

Este distúrbio costuma trazer grande sofrimento. Quando começam a aparecer falhas no couro cabeludo é comum o sentimento de vergonha, evitação de situações sociais e baixa auto-estima. Algumas pessoas tendem a usar toucas, bonés e até perucas para disfarçar as falhas.

O constrangimento que costuma acompanhar os indivíduos com este sintoma, muitas vezes, faz com que se adie a procura de tratamento.

A etiologia é desconhecida, mas sabe-se da grande influência de aspectos emocionais, já que a tricotilomania tende a aparecer e até mesmo se intensificar frente a situações angustiantes e estressantes.

Para a psicanálise a tricotilomania é um sintoma psíquico que precisa ser escutado e decifrado. Ela pode ser entendida como um comportamento que surge no lugar de questões inconscientes que não estão sendo faladas e analisadas.

Como qualquer sintoma emocional, a tricotilomania deve ser escutada caso a caso, pois para cada pessoa ela terá um sentido e uma função singular.

Quando o comportamento impulsivo aparece de forma muito intensa e severa o uso temporário de medicação pode ser um coadjuvante no tratamento.


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