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atendemos de 2a à 6a das 7 às 20:30h
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O Acompanhamento Terapêutico (A.T.) é uma modalidade de tratamento clinico cujo “setting” terapêutico diferencia-se do tradicional e destina-se a pessoas que apresentam dificuldades de relacionamento e convívio social, devido a comprometimentos emocionais, limitações físicas, sensoriais e/ou dificuldades de aprendizagem.
O acompanhante terapêutico (a.t.) funciona como um intermediário, um interlocutor, um agente facilitador, auxiliando o indivíduo em situações-limites. Por exemplo, em um momento de crise, o paciente psiquiátrico necessita de um tratamento intensivo e requer um cuidado bem próximo. Mesmo quando esse indivíduo encontra-se estabilizado, a intervenção do a.t. se faz necessária quando o mesmo revela dificuldades ou incapacidade em manter suas redes de relações sociais e o exercício de suas atividades cotidianas.
O foco do trabalho está na ação, é no fazer que se vai implementar a intervenção do acompanhante terapêutico (A.T.) e como o próprio nome sugere, esse profissional oferece um acompanhamento de perto em algumas atividades do indivíduo, oferecendo uma escuta terapêutica quando esta necessidade se apresenta.
Não há um à priori, os acontecimentos cotidianos serão o material de trabalho e o espaço pode ser o mais variado: a rua, a escola, o parque, o cinema, o ambiente familiar etc. A aposta que se faz é na relação entre acompanhante e acompanhado, no sujeito mergulhado no mundo e na potência do encontro. Criam-se cenas onde será possível se deparar com os sintomas, as dificuldades e limitações mas também a produção criativa, vital. Ao entrar no ônibus, na companhia de sua a.t., uma paciente psicótica - estável do ponto de vista sintomatológico mas que vivia uma situação de grande isolamento - pergunta ao motorista do ônibus: "Quanto você acha que mede o meu quadril?" A pergunta causa estranhamento mas mesmo assim, ele responde, num tom simpático: "hum... acho que 78 (cm)". "Ela, sorri e diz: errou!" A rua permite isso e para ela é uma experiência bastante válida já que a sua maior queixa é "eu não sei conversar com as pessoas e ninguém gosta de conversar comigo... ".
Tais situações devem ser permanentemente viabilizadas porque a idéia é propiciar momentos de singularidade, de produção e de autenticidade. Pessoas com sofrimento psíquico são forçadas a se adequar a todo custo sem ter espaço para exercer sua subjetividade, e nesse caso específico, a loucura tem que ter lugar e não ser apenas rechaçada e rotulada como um comportamento inadequado, desviante.
Há muitas situações difíceis quando o paciente está transitando pela cidade e não é inviabilizando a convivência que enfrentamos esse tipo de dificuldade, por isso, é fundamental ter um manejo específico pautado numa compreensão clínica e, ao mesmo tempo, é necessário investir em estratégias inclusivas que permitam que o meio social seja permeável a essa realidade.
Assim, a indicação dessa intervenção justifica-se quando se avalia a dificuldade do aluno em permanecer na escola, do psicótico que não consegue sair de casa dentre outras. É preciso oferecer suporte ao sujeito que manifesta essas alterações e inadequações carregadas de sofrimento.
Também é necessário, disparar a reflexão acerca da prática presente na escola e nas instituições de tratamento e de reabilitação que se encontram alicerçadas em ideais rígidos e normativos.
Espera-se que o A.T. possa significar um dispositivo de tratamento, de intervenção clínica, de inclusão; um dos recursos que a escola, a instituição de saúde mental e outros equipamentos poderão dispor e que vai ajudar o sujeito dinamizando a sua integração ao meio social mais amplo, criando uma clínica inventiva, fundamental na vida contemporânea.